Índice de artigos já publicados

Março 2008

  • 21.3 Al Magestum (conto)
         Mustapha tinha uma coleção de estrelas. Não eram estrelas fixas como nos mapas do Al Magestum. Suas estrelas se espalhavam no tempo e no espaço e por todas ele era apaixonado.

Janeiro 2008

  • 15.1 De Volta (notícia)
         De volta da viagem á Europa
  • 1.1 Auguri (foto)
         Foto de ano novo no Coliseu.

Dezembro 2007

Novembro 2007

  • 29.11 El Truco: últimas apresentações (notícia)
         Divulgação da minha peça: El Truco
  • 15.11 O blog, a chuva, a Lua (ensaio)
         Havia coisas demais para escrever, então desisti de publicar. Não sei se é doença de blogueiro ou a tendência de afogar-se com o excesso de informação. Faz um mês que não escrevo nada.

Outubro 2007

  • 7.10 Últimas Notícias de uma História Só (artigo)
         Sobre a peça de teatro Últimas Notícias de uma História Só, de Otávio Martins.
  • 5.10 Anna Abda (conto)
         Louise era uma velhinha simpática. Sorria, fazendo sumir seus olhos azuis na sua pele clara e enrugada, mas não falava muito. Morava sozinha com um mordomo e uma enfermeira que às vezes eram vistos levando-a para caminhar pelos jardins do condomínio. Nos últimos anos ela era vista sempre numa cadeira de rodas, usando chapéu e óculos escuros. Praticamente não falava. Recebia visitas ocasionalmente, mas ninguém sabia muito sobre ela. Não sabiam, por exemplo, que Louise Burghes não era seu verdadeiro nome. (...)

Setembro 2007

  • 26.7 Blindness (notícia)
         Sobre o blog de Fernando Meirelles e seu próximo filme: Blindness.
  • 24.7 A utopia das ciclovias (artigo)
         (...)Sempre que esse assunto está em pauta os grupos de interessados se reunem com os governos que produzem projetos mirabolantes. A solução não é a ciclovia. Encher a cidade de ciclovias é a solução mais cara e inviável para estimular o uso de bicicletas.(...)
  • 22.9 A Loteria em Babilônia (crítica literátia)
         (...)A Loteria em Babilônia – o conto de Jorge Luis Borges – me parece um monólogo. Consigo até visualizar o ator, sentado em uma cadeira na sala de espera de uma estação, ou de um porto, ou aeroporto, contando, com entusiasmo, a sua história para alguns outros que, como ele, também esperam. Ele se move, gesticula, fixa-se nos olhos de sua platéia, varia o tom e intensidade da voz, cala-se, olha para o lado, e volta a falar com emoção ao descrever suas experiências de vida inacreditáveis. Ele quer a nossa atenção.(...)
  • 14.9 El Truco (notícia)
         Sobre a peça El Truco, do Núcleo Experimental dos Satyros.
  • 6.9 E non ho amato mai tanto la vita (notícia)
         Sobre Luciano Pavarotti.

Julho 2007

  • 31.7 Ingmar Bergman (notícia)
         Sobre Ingmar Bergman.
  • 23.7 Vôo 3721 (conto)
         (...)O terminal não está emitindo o seu bilhete eletrônico? O senhor terá que enfrentar aquela fila. Mas meu vôo vai sair em 45 minutos! Para onde o senhor vai viajar? São Paulo, 18 horas? 3721? Este vôo foi cancelado. Dirija-se àquela outra fila, onde tentaremos acomodá-lo em outro vôo. Aquela fila imensa ali? Não, aquela não. A outra, depois dela. Ah, ok.(...)
  • 21.7 Lançamentos (notícias)
         Lançamentos de livros em São Paulo.
  • 16.7 A Esfinge (artigo)
         (...) Qualquer um pode ligar os pontinhos e imaginar as constelações que bem entender, e diferentes civilizações interligaram as estrelas de forma bem diversa, mas a figura tradicional do Leão é uma das constelações retratadas em mapas astronômicos egípcios desde 4200 a.C. (...)
  • 12.7 É muito sério (sátira)
         (...) Todos riram. Os outros chegariam em breve, e o técnico, para saudá-los de forma bem-humorada, escreveu no quadro branco que havia na sala, “Bem vindos à Sibéria”.(...)
  • 8.7 Gôndolas (post)
         (...) O lobo devorava um a um com violência, derrubando as taças e manchando a toalha de sangue que escorria para o chão. Em poucos minutos a sala inteira estava submersa em sangue.(...)
  • 1.7 Setes (post)
         Sonhei com sete sagüis. Sete micos. Eu tinha que cuidar deles, mas eles não paravam. Pulavam para todo lado. Saíam pela janela e me deixavam louco. Quando eu tentava me aproximar eles me mordiam. (...)

Junho 2007

  • 26.6 Iz sobre o arco-íris (post)
         Israel "Iz" Kamakawiwo Ole foi o mais influente músico do arquipélago do Havaí. Brother Iz - como era chamado em sua terra - não era grande apenas no sobrenome. Tinha quase um metro e noventa e ocupava bastante espaço com seus 350 quilos. (...)
  • 19.6 Júpiter e o Escorpião (astronomia)
         Uma das constelações mais fáceis de identificar é a constelação de Escorpião. É uma das poucas que realmente parece com o animal que representa. Nesta época do ano ela estará no céu durante a noite inteira. E se você encontrar o Escorpião, também encontrará o planeta Júpiter, que atualmente está bem próximo.(...)
  • 18.6 Mesa virtual (post)
         Post sobre mudança de sistema (mudei de Windows para Mac OS X)

Maio 2007

Março 2007

  • 7.3 Coisas importantes (post)
         Foi um dia corrido. Reuniões e reuniões. No final, algumas coisas seriam decididas. Coisas importantes. No dia seguinte, mais pessoas, mais reuniões, novos prazos. Responsáveis. Problemas a serem solucionados. Coisas muito importantes. (...)
  • 2.3 Combustão (post)
         Meu computador morreu de auto-combustão. Ele já matava ácaros, formigas e até bichos maiores. Não chegou a cuspir fogo. Um dia, não agüentando o calor das terras gaúchas, teve um derrame digital. (...)

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

  • 30.1 Naughty McNaught mostra o rabo (post)
         McNaught apareceu sem avisar, e já se foi. Volta, dizem, em cem milênios. Mas antes haverá outros. Sempre existe a possibilidade de um cometa nos surpreender a qualquer momento, passar raspando pela Terra e causar um belo espetáculo.
  • 17.1 Naughty McNaught (post)
         "Cometas são a fumaça dos pecados humanos, nascendo todos os dias, todas as horas, em cada instante, cheio de miasma e horror diante da face de Deus" (Andreas Celichius, bispo luterano de Altmark, 1578)

Dezembro 2006

  • 07.12 Succubus (conto)
          (...) Ela me chamava de Sol. Não tinha pensado nisto. Mas como ela parecia lunar! Tinha uma luz azul, clara, suave. Me seduzia da forma mais sutil e preenchia todos os horizontes. Me tirou do meu cubículo e me trouxe para este universo vasto e sem limites. (...)
  • 02.12 Vista o corpo de espinhos (artigo)
         Domingo (amanhã) eu farei minha última participação como ator na peça Vestir o Corpo de Espinhos, que está em cartaz no Espaço dos Satyros I. (...)

Novembro 2006

  • 28.11 Não pense mais nisso (poema em prosa)
          (...) No início nada foi dito e nada foi realizado. Eles apenas falavam suas próprias línguas e entendiam tudo. No princípio foram levados pelo vento, leves, brilhando, sem saber onde iriam se encontrar, ou se iam mesmo para algum lugar. (...)
  • 24.11 Singularidades (conto)
         Na manhã em que acordei sozinho fui despertado por um beijo gelado em meu rosto. Era o vento. (...)
  • 14.11 A máquina do tempo (diálogo)
         (...) É o músico. Ele gira como um redemoinho até tornar-se onda. Lamberá as costas até inundar toda a selva rolando sobre suas praias úmidas, em um ritmo constante, como um pulso. (...)
  • 03.11 Satyrianas (artigo)
         Ontem começaram as Satyrianas – o evento anual promovido pelo teatro dos Satyros. (...)

Outubro 2006

  • 14.10 No meu quarto há um anjo (sonho)
         (...)Diante da janela assisto o universo girar, e eu canto. Eu olho para baixo e não vejo nada, então deixo que minha cabeça escorregue janela abaixo. Eu caio como se voasse.(...)
  • 13.10 Ela se foi (carta)
         (...) Escrevo palavras inúteis, inebriadas, numa folha encharcada, que depois lançarei ao mar aberto dentro desta garrafa de vinho tinto (que ainda não está vazia.) Escrevo que amo, e que amei-a, que aprendi a amá-la, incondicionalmente, a amá-la de amor, e agora de saudade.(...)
  • 11.10 Perguntas (ilustração)
         Ilustração de Quino.
  • 04.10 Call me Ishmael (artigo)
         Estou lendo Moby Dick, de Hermann Melville(...)

Setembro 2006

  • 28.09 Sobre o sentido da vida (conto)
         (...) Fui salvo por um indiano de turbante rosa, hálito de alho, olhos enormes e um sorriso desdentado que se apresentou como Mustafá Smith.(...)
  • 25.09 Vincent, de Tim Burton (1982) (vídeo e poema)
         Vincent Malloy is seven-years-old, He's always polite and does what he's told, For a boy his age, he's considerate and nice, But he wants to be just like Vincent Price.(...) by Tim Burton.
  • 20.09 Os últimos versos (poema traduzido)
         Tradução de "Posso escrever os versos mais tristes esta noite" por Pablo Neruda
  • 21.09 O Sol da primavera (artigo)
         "These late eclipses in the sun and moon portend no good to us: though the wisdom of nature can reason it thus and thus, yet nature finds itself scourged by the sequent effects..."
  • 21.09 O Sol e o equinócio (artigo)
         Os Quatro Elementos - O Fogo (Vinicius de Moraes) O Sol, desrespeitoso do equinócio...
  • 22.09 O anel da primavera (artigo)
         A primavera do hemisfério sul vai começar no Brasil com um eclipse anelar do Sol, nesta sexta-feira, dia 22, pouco depois do amanhecer...
  • 23.09 Videos do eclipse total de 29 de março (artigo)
         O vídeo do ecplise total do Sol que eu assisti há seis meses (29 de março) está no YouTube.
  • 24.09 Frio (poema em prosa)
         O ar está frio. O espaço é silêncio. O que um dia tinha cores vivas está a tornar-se pálido, comum...

Julho 2006

  • 25.07 Até a próxima viagem (post)
         Vou dar um tempo (breve) no blog e mudar de assunto a partir do próximo post. Organizei abaixo um índice dos 22 artigos, notícias e relatos que escrevi nos últimos dias. Todos são de alguma forma relacionados à viagem que fiz à Alemanha e à Holanda...
  • 25.07 Play-off/06: encerramento e despedida (relato)
         A festa final do festival Play-off/06 foi parte de um grande evento que acontece anualmente em todo o Ruhrgebiet chamada de Extraschicht. A vasta programação cultural acontece em várias antigas instalações industriais nas 11 cidades da região...
  • 23.07 O Rijksmuseum em Amsterdã (relato)
         O Rijksmuseum de Amsterdã é o maior museu de arte e história da Holanda, com mais de um milhão de objetos em exposição, destacando obras de artistas holandeses do século XVII como Rembrandt, Vermeer, Frans Hals e outros...
  • 23.07 A viagem para Amsterdã (relato)
         Casas belíssimas, ruas estreitas, canais e mais canais. Muitos canais. É fácil se perder em Amsterdã pois os canais, à primeira vista, parecem todos iguais. Também é preciso tomar cuidado com as bicicletas...
  • 18.07 Rembrandt van Rijn, 400 anos (artigo)
         Há quatrocentos anos, no dia 15 de julho de 1606, nascia Rembrandt Harmenszoon van Rijn: um grande artista, e que viveu uma vida fascinante...
  • 18.07 A Catedral de Colônia (relato)
         Com suas duas torres de 157 metros de altura, a Catedral de Colônia era, na sua inauguração em 1880, o prédio mais alto do mundo...
  • 17.07 A viagem para Colônia (relato)
         Com mais de um milhão de habitantes, Colônia é a maior cidade do estado de Nordrhine-Westfalen (e quarta maior da Alemanha). É uma das cidades mais antigas do país...
  • 07.07 Play-off: segunda semana (relato)
         Na segunda semana, saiu a cidade de Essen e entrou Herne, que inaugurou sua participação com uma festa de boas-vindas no sábado, no Flottmann-Hallen (uma antiga fábrica desativada transformada em teatro)...
  • 07.07 Play-off/06: Ruhrgebiet tour (relato)
         O passeio lotou três ônibus com o pessoal do acampamento. Passamos por várias atrações do Ruhrgebiet, mas realmente só deu para parar em três: o tetraedro de Bottrop, o porto fluvial de Duisburg e Essen-Werden...
  • 05.07 A dinastia dos Krupp, em Essen (artigo)
         Essa família fez sua fortuna na indústria do aço, forneceu armamentos para quatro grandes guerras e adquiriu um poder de manipulação econômica e política que se estendeu além das fronteiras da Alemanha...
  • 04.07 Nossas apresentações na Alemanha (relato)
         A primeira apresentação foi no dia 6 de junho, no Studio-Bühne em Essen, que fica em um dos prédios históricos do imenso complexo de mineração Zollverein...
  • 04.07 Play-off/06: primeira semana (relato)
         O festival só começou mesmo na terça-feira no fim da tarde. O programa consistia de apresentações teatrais dos 16 grupos e oficinas de teatro, durante oito dias em duas semanas, em quatro teatros de quatro diferentes cidades...

Junho 2006

  • 30.06 Play-off/06: a vila (relato)
         Era uma vila formada de diversas casinhas de pano (barracas) em volta de duas mansões (barracas grandes)...
  • 30.06 O festival Play-off/06 (relato)
         Estou de volta depois de passar duas semanas na Alemanha participando do festival internacional de teatro Play-off/06...
  • 29.06 Como fomos parar na Alemanha? (artigo)
         Fomos para a Alemanha por causa da peça Vestir o Corpo de Espinhos. A peça foi o resultado prático de um ano de pesquisas do nosso grupo: o Núcleo Experimental dos Satyros. Na minha opinião, o resultado final foi acidental...
  • 29.06 Gelsenkirchen, Essen, Herne e Dortmund (artigo)
         O festival Play-off/06 foi patrocinado e aconteceu em quatro cidades do Ruhrgebiet: Essen, Dortmund, Gelsenkirchen e Herne...
  • 28.06 Zeche Zollverein (artigo)
         Projetada pelos arquitetos Fritz Schupp e Martin Kremmer em estilo Bauhaus, o complexo industrial Zollverein (Zeche Zollverein) é um símbolo que marca a ascensão e queda de toda uma indústria que dominou e formou a região do Ruhrgebiet...
  • 27.06 O Ruhrgebiet (artigo)
         O Ruhrgebiet – ou região do Ruhr – é, com seus 5,3 milhões de habitantes, a maior metrópole da Alemanha e quarta maior da Europa (depois de Moscou, Londres e Paris)...
  • 27.06 Consol Theater (artigo)
         Em 1863, sete sindicatos combinaram suas minas de carvão mineral sob o nome Consolidation, popularmente chamado de Consol...
  • 22.06 De volta à realidade (artigo)
         Estou de volta da Europa, tentando me adaptar as noites longas de São Paulo e à realidade...
  • 16.06 Colônia (Köln) (foto)
         Vista da cidade do alto de uma das torres da Catedral.
  • 13.06 In Gelsenkirchen (nota)
         Ainda estou na Alemanha. Este teclado nao tem acentos. Nao tive tempo para escrever no blog, mas assim que voltar ao Brasil eu vou escrever sobre tudo...
  • 01.06 Ein Körper in Dornen (artigo)
         Nas próximas duas semanas estarei na Alemanha, mas não tem nada a ver com futebol. Vou viajar com o núcleo experimental da companhia de teatro Os Satyros para participar de um festival internacional de teatro e fazer duas apresentações...
  • 01.06 A Pedra de Ingá (foto)
         Os símbolos esquisitos que ilustram este blog e meu site não são invenções minhas...

Maio 2006

  • 25.05 A montanha do Purgatório (artigo)
         Como fiz com o Inferno, agora estou disponibilizando para download minha adaptação do Purgatorio - o segundo livro da Divina Comédia de Dante, em formato PDF. São 240 páginas e o arquivo tem 2Mb.
  • 23.05 Encontro ao por do Sol (conto)
         Uma vez sonhei que no meio da multidão eu a perdia. Por um momento, um instante apenas, eu soltei a sua mão e nunca mais a vi...
  • 22.05 Os astrônomos (conto)
         Um raio cortou o horizonte e no estrondo nasceu Adamastor no céu incandescente. Molhado e perverso, arrancou duas árvores, lançou pedras, revirou a poeira, agitou os carros...
  • 22.05 Ficções (carta)
         Considera ficção, ou considera passado. Considera como quiser, já que é ilusão. (...) Faço de conta que nada existe. Numa noite, numa festa, não é difícil. Deixo que vivas tua ficção, e eu invento uma para mim. (...)
  • 21.05 Pequenas tragédias (conto)
         Estava tudo perfeito demais. Nada faltava. Todos estavam satisfeitos. O crime não existia. Não havia catástrofes naturais. Os impostos eram pagos em dia. A natalidade estava sob controle. As fábricas não poluíam...
  • 19.05 Terror imaginário (artigo)
         A cidade parou. Mas não foi por causa dos tiros, das bombas ou dos incêndios. A cidade parou por causa do medo. E o medo foi muito, muito maior que o fato....
  • Amores imaginários (conto)
         Eu pensei que fosse ciúme. Não era. Descobri enquanto caminhava, enquanto subia e descia as ladeiras e desviava dos buracos nas calçadas. A noite estava fria. A lua estava bela. Iluminava as nuvens. Havia estrelas...
  • Ele é um bom menino (conto)
         Marquinho é um bom menino, pode confiar. God sempre dizia isto. Mesmo quando ele escapou da cozinha e tocou fogo na biblioteca. Ele é um bom menino. Mesmo quando ele queimava seus soldadinhos de plástico no banheiro só para ver os floquinhos pretos voando pelo ar. Ele só precisa de amor e carinho. É um anjinho...
  • Que tal ir para o Inferno? (artigo)
         Eu disponibilizei minha tradução de Dante em formato de e-book. Baixe aqui o Inferno de Dante em PDF. São 250 páginas. O arquivo tem 4Mb.
  • Cría cuervos y sacarán los ojos (conto)
         Pedro Luís Inácio Brás criava corvos cubanos nas casas de suas amantes latinas. Alimentava-os com idéias genuínas. Beatriz Olívia os divertia com as folhas que Eva, sua governanta, colhia nos altiplanos...
  • Quando tento explicar (poema em prosa)
         Escrevo sem pensar como se estivesse a conversar. Se eu penso, não escrevo, ou escrevo o que não penso...

Abril 2006

  • 23.04 Picadinho (conto)
         ... O indecifrável fluía sem palavras, sem entendimentos, como se tudo estivesse certo. Descobriam-se como se estivessem desvendando algum mistério, sem pensar sobre o que estavam fazendo nem para onde estavam indo. Agiam como sonhadores, até que se perguntou o que era tudo aquilo. O que estava acontecendo?...
  • 18.04 O retrato de Rosa (conto)
         ... É provável que tenha mesmo adormecido, pois quando tomou consciência de si, o cão já não estava mais lá. O Sol já havia baixado bastante, embora ainda estivesse muito quente e claro...
  • 13.04 A palavra que não encontro (ensaio)
         In the beginning was the word, the word That from the solid bases of the light Abstracted all the letters of the void...
  • 10.04 Ensaios sobre a nudez (ensaio)
         Isto é uma revelação. Inútil, talvez. Excessiva exposição. Talvez não. Vou publicar, por embriaguez. E já que você está lendo, considere-me humano, sensível, confuso e honesto. Considere-me vivo. Considere-me bom...
  • I lost my Sputnik (enigma resolvido)
         Este enigma foi solucionado e já expirou.
  • 04.04 Ainda o eclipse (artigo)
         Imagens de um vídeo do eclipse total do Sol, links para uma animação com fotos de satélite e informações sobre o próximo eclipse visível do Brasil.

Março 2006

  • Hoje eu vi o olho de Deus (relato)
         Eu vi. O disco negro envolto numa iris incandescente. As nuvens até tentaram escondê-lo, mas ele não deixou. Escureceu a manhã, trouxe o silêncio, assustou os vivos com a ameaça das trevas. Hoje o dia nasceu duas vezes. Hoje a Lua encontrou o Sol nas praias do Rio Grande do Norte; passearam juntos pelo Saara e despediram-se na Sibéria.
  • Amanhã o Sol nascerá escuro (artigo)
         No dia 29 de março, numa praia do litoral nordestino, às 5 horas e 23 minutos o Sol nasce como faz todos os dias, só que desta vez ele não é um disco brilhante. Nasce como um espinho pontiagudo e brilhante, depois forma uma crescente, e quanto mais sobe, mais escuro fica. Alguns minutos depois, o céu fica escuro como noite, e o Sol desaparece atrás de um disco negro.
  • A Queda (cena)
         Ivo e Ata desobedeceram. Atravessaram a linha. Sabiam que se atravessassem, jamais voltariam. Mas era tão fácil atravessar. Atravessaram e nada aconteceu. Agora decidiram voltar. Está na hora. Mas algo se ilumina do outro lado e chama a atenção. O lugar não era deserto, afinal. Mas está na hora. O sujeito é muito esquisito, mas brilha. É só atravessar a linha e voltar. Mas como brilha. É preciso vontade. Ofusca.
  • Carta de Tatyana para Oniêguin (poema)
         Tatyana está apaixonada pelo forasteiro Oniêguin, mas ele, apesar de inteligente e simpático e visitar sua família toda semana, não liga para ela. Como último recurso, ela escreve-lhe uma longa carta. Esta é uma tradução da carta de Tatyana do poema Yevguênii Oniêguin de Aleksandr Puchkin - poeta russo do século XVIII.
  • Gênesis (diálogo)
         O prisioneiro já existe, mas ainda não vive. Por existir, já precisa da morte. Não suportará a eternidade. Precisa que as coisas tenham fim. Precisa respirar por conta própria. Precisa da luz na mente e nos olhos. Precisa nascer, para um dia morrer.
  • A morte do gladiador (conto)
         Ele perdeu a guerra mas sobreviveu. Conseguiu retornar, mas sua cidade estava em ruínas. Tentou morrer em paz, mas não conseguiu. Sua mente não deixava. As lembranças do passado não existiam. Estava acordando, mas algo estava errado. O corpo não era mais o seu.
  • Sobre os direitos dos bois (artigo)
         Boi sortudo nasce na Índia. Nos outros lugares, tem grande chance de virar hamburger. Mas antigamente, eles saiam por aí dando chifradas de vez em quando. Geralmente escapavam, até que veio a lei mosaica.
  • O fórum cultural da alma (artigo)
          Budistas shin, budistas zen, hare-khrishnas, cristãos protestantes, cristãos católicos, ateus e agnósticos, muçulmanos sufistas, muçulmanos sunitas, escritores, cientistas, cantadores, artistas, deejays e guitarristas tocando ganzá, chocalho e cítara, astrólogos e astrônomos, ufólogos e ex-ufólogos, profissionais do sexo, monges, sheiks, bispos, caciques, pais e mães de santo, reizado, caboclinho, coco de roda, frevo e maracatu, samba e bumba-meu-boi, ala-ursa, rock e música eletrônica, história e pré-história, ciência e religião, cidadania e paz mundial. O Encontro da Nova Consciência realiza-se há 15 anos na cidade de Campina Grande, Paraíba. É o encontro mais eclético que há.

Janeiro 2006

  • As políticas do tempo (artigo)
         Não sei se o tempo passa, mas o humanos contam sua passagem. Inventaram o tempo que passa para cobrar impostos, e depois mantiveram a contagem para celebrar a páscoa e manter a Igreja. Este artigo conta umas histórias sobre esta versão.

Dezembro 2005

  • O retorno (conto)
         Lá estava ele diante da minha porta anos depois de ter desaparecido sem avisar. Silencioso, me encarava com seu olhar sério como se nada demais tivesse acontecido.
  • Desfragmentação (imagens de sonho)
         Tentativa de reorganizar as idéias que nasceram fragmentadas, de estruturar o inestruturável: imagens lembradas pela manhã depois de acordar.
  • Água parada (diálogo surreal)
         Ela é a via sem volta, a passagem de mão única, e o destino final. Todos os caminhos chegam ao mesmo fim, mas alguns são mais interessantes que os outros. O menos interessante é o que sobra. As águas agitadas às vezes morrem por escolherem o caminho das pedras secas, mas as águas paradas apodrecem na indiferença, e são esquecidas antes da sua hora.

Outubro 2005

  • A última aula (cena de sonho)
         É preciso ensinar direito, senão no fim, as letras se acabam e não será possível mais existir. É preciso girar rápido para não ser consumido pela gravidade, só assim haverá força para fora. Recorte as letras com cuidado e veja se as setas apontam para fora. Se isto não acontecer, o universo converge, e a cada volta haverá menos palavras, até que a sobrevivência das idéias será impossível.
  • O poço sem fundo (poema para vozes)
         Um giro pelo mundo. Um teatro; talvez um poema, na voz de dez personagens imaginários, mas não inventados. O que difere um polvo de uma lula? Talvez meros loucos numa praça do sanatório. Talvez mais. A roda gira e tudo recomeça, mas o eunuco nunca vai poder vingar-se do rei, e no fim, e no início, sempre o caos.
  • Crepúsculo (diálogo)
         Um diálogo de cegos. Enquanto esperam uma visita indesejada, invisível, abdicam da sociedade tecnológica que lhes deram visão artificial, para buscar na cegueira o mundo que os que vêem não enxergam. Mas a indesejada nunca chega, talvez, por já estar; talvez porque a passagem do tempo e o espaço sejam ilusões, assim como o outro, como o reflexo, como a própria existência.
  • Metamorfoses (diálogo)
         Nas Metamorfoses, Ovídio conta como Tirésias, ao separar duas cobras que se engoliam, transformou-se em mulher, e, sete anos mais tarde, ao reencontrar as mesmas duas cobras, voltou a ser homem. Indagado por Jupiter, e punido por Juno, Tirésias ficou cego, mas passou a ver além de todos os mortais. Neste diálogo, duas pessoas tramando uma fuga; para escapar do controle do mundo, da identidade mecânica, da monitoração invasiva.
  • Viagens no tempo e o espaço (cena)
         Dois personagens exploram os limites das dimensões do universo. São sugados por um buraco negro, onde o espaço se contrai em espiral fazendo o tempo andar para trás enquanto devora tudo o que encontra, até encolher-se em um ponto infinitesimal, de gravidade infinita aprisionando a luz e parando o tempo. E então, tudo renasce em um intenso Big Bang orgásmico, dando a luz a milhões de novos universos. É uma viagem. Parecem duas. Parece teatro. Talvez seja.
  • Um encontro (diálogo)
         "Quaff, oh quaff this kind nepenthe and forget this lost Lenore! Quoth the Raven, 'Nevermore.'" (Edgar Allan Poe, The Raven). Dois personagens em um mundo de esquecimento.
  • Entrevista com o mendigo (cena)
         Uma entrevista com o mendigo, na praça: um dia no futuro, talvez, o Sol decide brilhar, subvertendo a ordem do dia, controlada, mas eis que ele se põe, e a Chuva, que o repreendia, chora a liberdade no seu lugar.
  • O Uroborus (artigo)
         A cobra engolindo o próprio rabo; um projeto; a peça mais longa já realizada no Brasil, escrita por 78 autores vivos ou mortos, todos ressuscitados em suas falas, 78 vezes em um ritual recursivo.

Setembro 2005

  • O Sonho (conto)
         Um sonho recorrente; um lugar vazio; portas semiabertas; curiosidade, segredos e descobertas; um final revelador.

Junho 2005

  • Ressurreição (reflexão)
         O blog parecia extinto, até que hoje veio uma inspiração. Deixei que viesse; deixei que as palavras se escolhessem. Não sei se entendo; às vezes acho que faz sentido quando o vejo com o canto do olho, ou nos espaços entre as letras, mas sempre parece dizer-me coisas diferentes.

Abril 2005

  • O Liberace de Bagdá (crítica de cinema)
         Artigo sobre um filme da mostra de documentários de São Paulo. O filme mostra a vida de Samir, um pianista iraquiano apelidado de "O Liberace de Bagdá".

Março 2005

  • A preguiça (diálogo)
         um diálogo preguiçoso. Inspirado num diálogo real ocorrido numa tarde de Sol na praia da Pipa. O tempo passava devagar, e até o ar estava parado para descansar.
  • O siri (diálogo)
         Um sonho? Talvez. Ou um pesadelo. Ou talvez o anoitecer da vida, ou despertar da morte. Lembranças que surgem aos poucos, induzidas pela imagem de um siri, do mar, da China, de cavalos, de uma viagem perdida, e de algo que não quer ser lembrado.

Janeiro 2005

  • Mapa mundi (conto)
         Um mapa virtual que substitui o mundo, contado em palavras coloridas, roxas e cinzas, com ajuda de elefantes reais e imaginários. Uma breve trégua na cegueira que nos aflige, na cultura da civilização que afasta a razão do coração da Terra.
  • Provas da invasão (artigo)
         Provas fotográficas do OVNI que foi tema do meu artigo anterior. Poucos entenderam que não era ficção, então agora postei fotos da nave e dos alenígenas. As fotos são da ESA (Agência Espacial Européia) e isto não é teoria da conspiração.
  • A estrela cadente (artigo)
         A história real de um OVNI que cortou a atmosfera como um meteoro, foi levado pelo vento e caiu perto do mar. O mar mais distante que se conhece. É uma história verdadeira, mas foi narrada a partir de uma referência alienígena. É um enigma e não é ficção.
  • Soneto de Iracema (soneto)
  • Como encontrar Saturno (artigo)
         Como achar o planeta Saturno simplesmente olhando para o céu numa noite sem nuvens, seja na cidade, seja num lugar mais escuro. É só um pontinho amarelo que não pisca, mas se tiver um binóculo dá para ver outras coisas.

Dezembro 2004

  • A invenção do Natal (artigo)
         Não é uma festa que eu gosto muito. Acho que há muito deixou de ser uma festa religiosa e transformou-se numa festa econômica. É hipócrita a forma como a religião ainda tenta legitimá-la. As mensagens e ideais natalinos deveriam valer o ano todo, e não apenas no dia 24 (quando ao meu ver, parecem valer menos). Mas não é um post negativo para estragar a festa de ninguém. Eu contei umas histórias sobre a data e sobre os ícones natalinos. É bom ver o Natal de outros ângulos.
  • Ensaio sobre Nelson: últimas apresentações (artigo)
         Uma peça na qual estou atuando. Ensaio sobre Nelson está em cartaz em São Paulo no Espaço dos Satyros até sabado, dia 18, às 16h00 (2004).
  • Dionísio, o deus persa da guerra (artigo)
         Dionísio, deus da guerra... ou do vinho? Os persas, cujo império dominou o mundo civilizado por mais de dois séculos, tomavam suas decisões mais importantes quando estavam bêbados, e assim conquistaram as maiores civilizações do mundo até que tiveram a péssima idéia de importunar os gregos...
  • O Senhor dos Anéis (artigo)
         Saturno, a jóia do Sistema Solar. Há um robô produzido na Terra explorando a órbita de Saturno, a "estrela errante" da última esfera celeste, cujos anéis foram descobertos por Galileu Galilei há 394 anos. O robô chama-se Cassini, e tem mandado de volta imagens de um mundo nunca visto pelos humanos. Em janeiro, Cassini vai liberar uma sonda que invadirá a atmosfera de Titã, uma lua quase do tamanho de Marte, que tem nuvens, talvez mares, talvez... vida?

Novembro 2004

  • Distração Fatal (poema)
  • Lucidez (conto)
         Um sonho que tive, e que não sabia que sonhava. Na verdade o post não é sobre o sonho. O sonho foi só ponto de partida. Virou um ensaio-conto filosófico sobre a inexistência, ou a nossa existência apenas como idéia (da mídia, do marketing, da fama, da personalidade virtual na Internet)
  • A Face Oculta da Lua, de Robert Lepage (crítica de cinema)
         Filme do canadense Robert Lepage, que usa metáforas, imagens e a história de dois irmãos quarentões de personalidades opostas para falar da solidão, do isolamento, dos conflitos de adaptação modernos.
  • Konstantin Tsiolkovsky, 1857-1935 (artigo)
         Konstantin Tsiolkovsky nasceu em 1857 e imaginou, planejou e projetou todos os detalhes das viagens espaciais. É hoje considerado o pai do foguete e inventor do tunel de vento. Publicou mais de 500 artigos sobre os mais diversos assuntos. Morreu em 1935 sem nunca ter visto um foguete subir ao espaço. Tsiolkovsky era surdo desde os 10 anos de idade. Viveu 78 pacatos anos como professor de matemática para crianças numa cidade do interior.
  • Émile Nelligan, 1879-1941 (artigo)
         Émile Neligan nasceu em Montreal, Canadá em 1879. Entre os 16 e 19 anos escreveu 108 poesias de grande sensibilidade e originalidade. Antes de completar 20 anos, enlouqueceu e nunca mais escreveu nada. Passou o resto da vida (mais 42 anos) internado em um asilo de loucos.
  • Cinco, de Abbas Kiarostami (crítica de cinema)
  • O cinema de Abbas Kiarostami (crítica de cinema)

Outubro 2004

  • Contra a Parede (crítica de cinema)
         Um ótimo filme alemão, de raizes turcas. Contra a Parede (Gegen Die Wand), de Fatih Akin, que está em cartaz na [i[i]28ª. Mostra Internacional de Cinema de São Paulo[/i], é um comovente drama moderno que retrata com fidelidade os conflitos culturais dos emigrantes que deixaram a Turquia em busca de uma vida melhor na Alemanha, através de uma história de amor intensa e cheia de conflitos entre dois alemães de origem turca.
  • O Operário (crítica de cinema)
  • A Pessoa é para o que Nasce (crítica de cinema)
  • Mostra de cinema em São Paulo (artigo)
  • Sobre os direitos dos corpos sem cérebro (artigo)
         Em defesa das mulheres que estão sendo obrigadas pela justiça brasileira a carregar um corpo de criança que nunca será uma pessoa.
  • "A Vila" de Philip K. Dick (crítica literária)
         Sobre o livro "Time Out of Joint", de Philip K. Dick, que mais uma vez brinca com o conceito do que é e não é real. Este livro teria inspirado o filme "O Show de Truman". Aqui eu o comparo com outro filme recente: "A Vila" de M. Night Shyamalan.
  • Os que ensinam; os que aprendem (artigo)
         Em homenagem ao dia dos professores, uma defesa do que é realmente ser um mestre.
  • Concerto no Parque (artigo)

Setembro 2004