5.9.06

Frio


O ar está frio. O espaço é silêncio. O que um dia tinha cores vivas está a tornar-se pálido, comum. Perdeu-se o hábito de buscar novos ângulos desconhecidos. Na fria calmaria, as falhas vieram à tona, repetindo-se em tons irritantes. O amor exposto à dura realidade da razão tornou-se ridículo. Não tinha mais graça. Todas as fantasias, quando expostas, revelaram-se absurdas. A paciência esgotou-se com os truques do mágico, que, diante de tais olhos não mais surpreende. Seu mundo revelou ser apenas um palco vazio, comum, com manchas e rachaduras, como qualquer outro palco. O castelo era apenas a ruína de um casebre de taipa e o riso imaginário era apenas vento. O que um dia pulsava e aquecia, petrifica-se e volta a ser estátua, de gelo opaco. Se não acordar a tempo, derreterá no próximo Sol, até evaporar, tornando-se nada, espalhando-se pelo todo até o esquecimento.

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10 Comentário

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9/05/2006 08:37:00 AM  
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9/05/2006 11:42:00 PM  
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9/06/2006 11:11:00 PM  
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9/07/2006 04:54:00 PM  
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9/07/2006 10:07:00 PM  
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9/08/2006 11:03:00 AM  
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9/08/2006 07:09:00 PM  
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9/09/2006 08:55:00 AM  
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9/13/2006 10:20:00 PM  
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9/14/2006 09:27:00 AM  

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