18.7.06

Rembrandt van Rijn, 400 anos

Auto-retratos: Rembrandt aos 23 anos, em 1929 (Mauritshuis, Haia), e quarenta anos depois (National Gallery, Londres), no ano de sua morte.

Há quatrocentos anos, no dia 15 de julho de 1606, nascia Rembrandt Harmenszoon van Rijn: um grande artista, e que viveu uma vida fascinante. Rembrandt é o mais importante pintor da Holanda. É autor de mais de 3000 obras entre pinturas, gravuras e desenhos, dentre as quais figuram quadros famosos como A Ronda Noturna e A Lição de Anatomia do Dr. Nicolas Tulp.


A Lição de Anatomia do Dr. Nicolas Tulp, de 1632 (Mauritshuis, Haia)

Nono filho de um moleiro, Rembrandt nasceu em uma família humilde de Leiden, às margens do rio Reno (Rijn, em holandês). Viveu em um dos momentos mais brilhantes da história da Holanda, e obteve não só reconhecimento pelo seu trabalho em vida, como fez fortuna e tornou-se famoso. Mas sua vida também foi marcada por grandes tragédias pessoais que o abalaram profundamente. Sofreu muito com a morte de três dos seus filhos, dos irmãos, da mãe e de sua primeira esposa, Sáskia em um período curto de tempo. Mas, depois da morte de Sáskia, acasalou-se com Geertje, babá do seu filho Titus (único filho com Sáskia que chegou à idade adulta), e viveu períodos felizes. Alguns anos depois separou-se de Geertje e apaixonou-se por Hendrickje, outra babá de Tito. E com Hendrickje, Rembrandt teve uma filha: Cornélia.


Detalhe de A Ronda Noturna, de 1642 (Rijksmuseum, Amsterdam)

Rembrandt era perfeccionista e pintava por prazer. Mais por prazer que por necessidade. Pintava o que queria (e nem sempre o que seus clientes queriam.) Pintou quase cem auto-retratos e freqüentemente retratava a si próprio e sua família em personagens mitológicos ou religiosos. Nem sempre agradava aos clientes que pagavam para terem seus retratos pintados, pois dava mais importância à obra que ao cliente.

Saskia, por Rembrandt
 Quando terminava uma obra freqüentemente achava que ela valia mais do que havia cobrado, e sempre tentava cobrar a diferença. Por causa disso teve vários desentendimentos com seus clientes. Vivia intensamente. Parece ter sido uma pessoa de difícil convivência, mas que aproveitava bem a vida. Apesar de todas as tragédias, falências e perdas, não perdeu o interesse pela vida nem pela arte, nem pelas mulheres. Gastava. Comprava obras de arte caras. Amava. Vivia além de suas posses. No fim da vida estava falido, sem sua terceira mulher Hendrijcke, e sem o seu amado filho Titus. Ambos mortos por causa da peste. No ano de sua morte teve que vender sua casa e todos os seus bens para pagar dívidas. Morreu sem nada, em 4 de outubro 1669, e foi enterrado em uma cova alugada num cemitério simples. Deixou obras lindas, estilos ousados e técnicas inovadoras, alunos talentosos. Nas luzes e sombras, cores e movimentos que soube tão bem representar em suas obras, ele ainda vive, e estimula a criatividade dos seus admiradores.


Auto-retrato, 1630 (Rijksmuseum)
O cineasta inglês Peter Greenaway está produzindo um filme e uma peça sobre Rembrandt, em homenagem ao aniversário de 400 anos. O filme chama-se Nightwatching, acontece na época em que Rembrandt pintava a Ronda Noturna e mistura ficção com realidade numa trama misteriosa. Estréia em 2007. Até agosto há uma exposição interativa sobre o quadro no Rijksmuseum de Amsterdam, produzida por Greenaway. Siga os links para mais informações (em inglês).

Veja mais sobre Rembrandt e a comemoração de seus 400 anos no site Rembrandt 400 (em inglês).

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5 Comentário

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7/20/2006 09:25:00 AM  
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7/22/2006 01:44:00 PM  
escreveu...

8/16/2007 07:38:00 PM  
escreveu...

11/13/2007 01:39:00 PM  
escreveu...

8/22/2008 08:21:00 PM  

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